Entre um papa e o seguinte, a Igreja Católica segue um processo largamente inalterado há séculos.

Começa a vacância

O papado fica vago, ou “sede vacante”, no momento em que um papa morre ou renuncia — como fez Bento XVI em 2013 —, o que desencadeia uma sequência fixa de rituais e uma contagem decrescente até ao próprio conclave.

Nem todos os cardeais votam

Todos os cardeais participam nas reuniões preliminares para discutir as necessidades da Igreja, mas apenas os cardeais eleitores com menos de 80 anos, limitados a 120, entram de facto no conclave para votar — uma regra introduzida por Paulo VI na década de 1970 para impedir que o corpo eleitoral crescesse indefinidamente.

Votar até surgir um vencedor

Os cardeais votam em rondas até um candidato alcançar a maioria de dois terços; as cédulas são queimadas após cada ronda, com fumaça negra a indicar que ainda não há decisão.

O momento em que o mundo o descobre

A fumaça branca significa que um papa aceitou a eleição. Pouco depois, o cardeal protodiácono surge na varanda central da basílica de São Pedro para anunciar “Habemus Papam” — “Temos papa” — antes de o próprio novo papa aparecer.