Tinha passado décadas como principal guardião da doutrina vaticana. Depois fez algo que nenhum papa fizera em seis séculos: renunciou.

O papa teólogo

Antes da sua eleição em abril de 2005, Joseph Ratzinger tinha dirigido durante mais de duas décadas o organismo doutrinário do Vaticano sob João Paulo II, tornando-se uma das vozes teológicas mais influentes da Igreja moderna.

Uma renúncia sem precedente moderno

A 28 de fevereiro de 2013, invocando o declínio das “forças de espírito e de corpo”, tornou-se o primeiro papa a renunciar desde Celestino V, em 1294 — uma decisão que abalou a Igreja e deixou brevemente dois papas vivos: ele próprio, como “papa emérito”, e o seu sucessor.

A vida depois do pontificado

Passou os últimos anos vivendo tranquilamente dentro dos muros do Vaticano, em grande parte afastado da vida pública, até à sua morte a 31 de dezembro de 2022, aos 95 anos.