Os papas renascentistas transformaram uma residência papal medieval no complexo artístico e arquitetónico que os visitantes reconhecem hoje — encomendando o teto da Capela Sistina, as salas pintadas a fresco de Rafael, e uma Basílica de São Pedro inteiramente nova para substituir a antiga de Constantino.
Estâncias pintadas a frescoAnos 1508–1520, Rafael e o seu ateliê
Quase tudo o que os visitantes vêm ver no Vaticano data de um período de atividade de cerca de 50 anos.
Sisto IV e a capela que tem o seu nome
O papa Sisto IV construiu a Capela Sistina nas décadas de 1470–80 como a capela privada do papa — décadas antes de Miguel Ângelo alguma vez pintar o seu teto.
A ambiciosa reconstrução de Júlio II
Júlio II considerou a basílica de Constantino, com 1200 anos, insalvável e, em 1506, deu início à atual São Pedro — um dos mais ousados projetos de construção da época.
Miguel Ângelo, Rafael e uma nova era dourada
As mesmas décadas trouxeram o teto de Miguel Ângelo e as Estâncias de Rafael, consolidando a reputação do Vaticano como o centro da arte renascentista.
Porque reconstruíram os papas renascentistas São Pedro em vez de a reparar?
Em 1500, a basílica constantiniana, com 1200 anos, tinha problemas estruturais sérios, incluindo uma parede inclinada — os papas consideraram uma reconstrução completa mais segura e prestigiante do que uma reparação.
Quanto tempo demorou a reconstrução renascentista da Basílica de São Pedro?
Bem mais de um século, abrangendo vários papas e arquitetos desde o início dos anos 1500 até à consagração do edifício em 1626.
Que papa iniciou a reconstrução, e chegou a vê-la terminada?
Júlio II iniciou-a em 1506; não viveu para a ver concluída — o projeto sobreviveu-lhe por mais de cem anos.