A Capela Sistina foi construída entre 1473 e 1481 para o papa Sisto IV, de quem recebe o nome, e serve como local do conclave papal — onde os cardeais elegem um novo Papa — desde 1878. A sua decoração mais famosa, o teto de Miguel Ângelo, foi acrescentada décadas depois, entre 1508 e 1512.
Décadas antes de Miguel Ângelo tocar no teto, as paredes laterais da capela foram pintadas a fresco na década de 1480 por um
grupo de mestres renascentistas — Botticelli, Perugino, Ghirlandaio e outros — com cenas da vida de
Moisés e de Cristo que continuam lá hoje, embora muitas vezes ignoradas pelos visitantes que olham para cima.
Duas encomendas, décadas de diferença
O papa Júlio II encomendou o teto em 1508; Miguel Ângelo, que se considerava sobretudo
um escultor, trabalhou nele até 1512. Mais de vinte anos depois, sob o papa Paulo III, voltou para pintar
o Juízo Final na parede do altar (1536–1541).
Uma capela em funcionamento
Desde 1878 a Capela Sistina é o local do conclave, onde o Colégio de Cardeais se reúne para
eleger cada novo Papa — parte da razão pela qual as suas regras sobre silêncio e fotografia são aplicadas de forma mais rigorosa
que em quase qualquer outro lugar dos Museus do Vaticano.
Miguel Ângelo foi o único artista a trabalhar na Capela Sistina?
Não — as paredes laterais foram pintadas a fresco na década de 1480 por outros mestres renascentistas, incluindo Botticelli, Perugino e Ghirlandaio, décadas antes de Miguel Ângelo pintar o teto.
Porque se chama Capela Sistina?
Recebe o nome do papa Sisto IV, que encomendou a sua construção.
A Capela Sistina foi restaurada desde a época de Miguel Ângelo?
Sim — um grande restauro, cuidadosamente estudado, nos anos 1980 e 1990, limpou séculos de fuligem e sujidade, revelando as cores originais mais vivas que os visitantes veem hoje.
Última verificação: Agosto 2026.
Fonte: Vatican Museums official website (museivaticani.va).